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O papa em Campo Grande

Em sua primeira visita ao Brasil, João Paulo II inclui a capital de Mato Grosso do Sul em seu roteiro. O papa desembarcou as 19,28 de 16 de outubro de 1991, na Base Aérea, seguindo de papamóvel até a missão salesiana. Mais de 100 pessoas aplaudiram o chefe da igreja católica em sua chegada. Foi recebido pelo governador Pedro Pedrosssian e pelo prefeito Lúdio Coelho. Permaneceu poucos minutos na pista do aeroporto, tempo suficiente para dar bênção à imagem de Nossa Senhora de Loreto, padroeira da aviação.

Sua passagem pelo centro da cidade é acompanhada, com detalhes, pela imprensa:

A precária iluminação de avenida Afonso Pena, centro de Campo Grande, não impediu que milhares de pessoas saudassem a passagem do Papa João Paulo II a partir das 19h40 min de ontem. Famílias inteiras se colocaram ao longo da avenida com cadeiras, bancos, toalhas, lanches e sucos, algumas desde as 15h30min, transformando os canteiros em espaços de pique-nique. Apesar da grande emoção que tomou conta dos católi…
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Nasce Humberto Neder, o homem do telefone

Nasceu em Campo Grande, em 30 de agosto de 1920, Humberto Neder, o quinto filho de Rachid Neder e Euzébia Neder. Iniciou seus estudos no Grupo Escolar Joaquim Murtinho e no Ginásio Dom Bosco, tendo concluído o fundamental e médio no Colégio Andrews no Rio de Janeiro. Ingressou na Faculdade Nacional de Direito do Rio, em 1942, interrompendo seus estudos para participar da II Guerra Mundial, em Monte Castelo, na Itália.

Terminada a guerra, Neder conclui o curso de Direito, casa-se com a mineira Nair de Toledo Câmara e retorna a Campo Grande, em 1947, e instala escritório de advocacia no edifício Nakao,atividade que exerce por pouco tempo para dedicar-se ao empreendedorismo. Após breve inserção no ramo imobiliário, associa-se a Michel Nasser e funda a companhia telefônica de Campo Grande, cuja inauguração aconteceu em 26 de agosto de 1957, com capacidade inicial de 1500 terminais na cidade. Em 1963 inicia-se o serviço interurbano com a primeira ligação de Campo Grande a São Paulo.

A Teleos…

Inaugurado relógio da 14

É inaugurado na travessa da rua 14 de Julho com a avenida Afonso Pena, em 23 de agosto de 1933, o relógio central de Campo Grande.

Foi por quase quarenta anos o principal ponto de referência da cidade. Para Paulo Coelho Machado tratava-se de “um belo monumento de uns cinco metros de altura em alvenaria e o relógio tinha quatro faces (ou mostradores). As badaladas eram ouvidas em toda a vizinhança. A construção foi contemporânea a do obelisco, durante a administração Ytrio Correa da Costa. Dois marcos que despertavam o orgulho dos campograndenses.

A iniciativa foi do comandante da Circunscrição Militar, coronel Newton Cavalcante, um militar extremanente interessado na nossa cidade, enérgico, de imaginação e realizador.” 

O relógio foi demolido na segunda gestão do prefeito Antônio Mendes Canale (1970/1973). O prefeito André Puccinelli levantou uma réplica do mesmo na avenida Afonso Pena, entre a Calógeras e a 14 de julho.



FONTE: Paulo Coelho Machado, A rua principal, Tribunal de Justiça, C…

Morre Bernardo Franco Baís

Vítima de atropelamento de trem, faleceu em Campo Grande, em 20 de agosto de 1938,  Bernardo Franco Baís, italiano, em Campo Grande desde o final do século. Grande empreendedor na cidade e na zona rural, foi em 1902, o primeiro prefeito eleito de Campo Grande, cargo ao qual terminou renunciando antes da posse. Assumiu em seu lugar, o 1º vice-intendente geral Francisco Mestre.
Sobre sua morte, Nelly Martins, sua neta, escreveu:

Já um tanto surdo, com 77 anos, absorto no seu mundo interior, na manhã de dezenove de agosto de 1938, ele deixava sua casa e subia em direção à casa dos filhos. Na altura da rua 15 de Novembro, atravessava os trilhos da Noroeste, quando foi colhido pela locomotiva que seguia para São Paulo.

Depôs o maquinista que, vendo-o, procurou frear a máquina que apitava com insistência. 

Ele na sua surdez, distração e insegurança, se chegou a ver e sentir o perigo que o ameaçava, não conseguiu mais sair dele. Foi colhido pelo trem e teve o crânio fraturado.


Permaneceu em coma …

A chacina do dia 13 de 1913, na rua 13

Abala o povoado de Campo Grande, trágico acontecimento, coincidentemente marcado pelo número 13: 13 de agosto de 1913, na rua 13 de Maio (esquina com a Barão do Rio Branco). O 
episódio que apareceu com destaque no primeiro jornal impresso da cidade, O Estado de Mato Grosso, do advogado Arlindo de Andrade Gomes, é sintetizado por Rosário Congro, intendente geral do município:

A noite de 13 de agosto de 1913 ficou tristemente gravada nos anais da cidade, com a verificação de um gravíssimo conflito provocado pela própria polícia, quando se realizava uma função no circo João Gomes e do qual saíram mortos o importante e acatado negociante da praça José Alves de Mendonça e o vereador municipal Germano Pereira da Silva e duas praças do destacamento policial, além de muitos feridos, entre eles Gil de Vasconcelos, Fernando Pedroso do Vale, Adelino Pedroso, Benedito de Oliveira, João de Souza, Carlos Anconi e três praças.


No dia seguinte o povo, armado, sob uma indignação geral, ouvindo-se imprec…

A visita do presidente Vargas

Em seu programa de viagem ao Estado, depois de estada em Corumbá e agenda em Assunção com o governo paraguaio, o presidente Getúlio Vargas chega a Campo Grande em 4 de agosto de 1941. O Jornal do Brasil (RJ), com notícias da Agência Nacional, deu cobertura à visita do chefe da Nação à cidade morena, iniciando com o seu desembarque no aeroporto militar da cidade:
Em Campo Grande, sede da 9a. Região Militar, chefiada pelo general Pinto Guedes, encontram-se aquartelados o 18° batalhão de Caçadores, a 2a. Companhia Independente de Transmissões e o 2° esquadrão de um Grupo de Dorso. O Presidente Getúlio Vargas, à sua chegada, passou em revista aquelas unidades, recebendo as continências de estilo. O interventor Júlio Müller e o general Pinto Guedes receberam o chefe do governo, em companhia de outras autoridades.
Do aeródromo rumou o presidente para a cidade, onde a população o aguardava para homenageá-lo. As ruas estavam embandeiradas, e, ao passar o carro presidencial, milhares de escolare…

Paraguaios incendeiam e abandonam Nioaque

Após ocupar a vila de Nioaque por quase dois anos, o exército de Solano Lopes abandona o vilarejo brasileiro, em 2 de agosto de 1866, não sem antes incendiá-lo. Quando, a 24 de janeiro do ano seguinte, as tropas brasileiras rumo à fronteira, chegaram ao local, Taunay viu por toda parte vestígios do incêndio, poupadas “apenas duas casas e uma pequena igreja de pitoresca aparência. À primeira vista - observa Taunay - agrada o aspecto geral do lugar. De um lado, o povoado e o ribeirão chamado Urumbeva; do outro, o rio Nioac, cujas águas confluem cerca de 900 metros para trás da igreja, deixando livre, em torno desta, à direita e à esquerda, um espaço duas vezes maior. Pequena colina fica-lhe em frente, a pouca distância".  

FONTE:Taunay, A Retirada da Laguna, 14a. edição, Melhoramentos, São Paulo, 1942. Página 37.

IMAGEM: Reprodução do livro Epopéa da Laguna, de Lobo Viana, Imprensa Militar, Rio de Janeiro, 1920, in José Vicente Dalmolin.