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O assassinato do prefeito Ari Coelho

Aos 41 anos é morto a bala, em 21 de novembro de 1952, o prefeito de Campo Grande, Ari Coelho de Oliveira (PTB). O assassino foi Alci Pereira Lima que o acometeu em uma emboscada no prédio da CER-3 em Cuiabá, onde o prefeito fora tratar de assuntos de interesses de seu município. Nascido em Bauzinho, município de Paranaíba, fez seus estudos ginasiais no colégio Grambery, em Juiz de Fora, Minas Gerais. Formou-se em Medicina em 1933, em Belo Horizonte, pela Faculdade de Medicina da Universidade de Minas Gerais. Chegou a Campo Grande em 1934, onde iniciou sua carreira de médico, fundador e proprietário da Casa de Saúde Santa Maria, denominação dada em homenagem à sua esposa dona Maria Arantes. 
“Eleito prefeito de Campo Grande no pleito eleitoral de 3 de outubro de 1950, assumiu o executivo municipal em 31 de janeiro de 1951, tendo dentro de seu programa de Honestidade, Responsabilidade e Trabalho, imprimido ao município, no curto período de sua administração, um desenvolvimento magnífi…
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Morre o primeiro relojoeiro de Campo Grande

Morre em Campo Grande, em 9 de novembro de 1983, o cidadão português, Avelino dos Reis, primeiro relojoeiro da cidade. Nascido em 29 de novembro de 1898, filho de Albina Mendes da Cunha e Aurélio dos Reis, casou-se com Irene de Almeida, com quem teve um filho, Albano de Almeida Reis. Em Portugal aprendeu a consertar relógios com um tio. Ainda muito jovem deixou sua terra e partiu para a França, Canadá e Estados Unidos, onde morou por dois anos e trabalhou numa indústria de relógios e ótica.
Em 1928 chegou ao Rio de Janeiro, seguindo para Santos, em São Paulo, onde por cerca de quatro anos exerceu sua profissão. Em 16 de janeiro de 1932, já viúvo, muda-se e fixa residência em Três Lagoas, onde casou-se com Dalila Simões e teve um filho, Alfredo. Tendo seu pai falecido em Portugal, mandou vir para o Brasil sua mãe, as suas irmãs e e seu filho, que aqui chegaram em 1937. Neste mesmo ano mudou-se para Campo Grande, hospedando-se a princípio na Pensão Bentinho.
"Em Campo Grande - descr…

Nascimento da professora Glorinha

Nasceu em Mombaça, Ceará, em 4 de novembro de 1927, Maria da Gloria Sá Rosa. Estudou no colégio interno Juvenal de Carvalho, em Fortaleza e graduou-se em línguas neolatinas, em 1949, pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio)
Mudou-se para Campo Grande definitivamente em 1950, onde casou um ano depois de sua chegada com José Ferreira Rosa, com quem teve quatro filhos.
Por meio de projetos, incentivou a cultura e as artes nas escolas, organizou e promoveu vários festivais de músicas, artes plásticas, teatro e cinema em Mato Grosso do Sul. É autora de diversos livros sobre o Estado nas áreas econômica, política, social e cultural.
Foi uma das fundadoras da Faculdade Dom Aquino de Filosofia, Ciências e Letras, primeira escola das Faculdades Unidas Católicas de Mato Grosso (Fucmat), atual UCDB, Universidade Católica Dom Bosco.
Recebeu o título de Doutora Honoris Causa, da UCDB e ocupou a cadeira 19 da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras.
Faleceu em 28 de julho de …

Gripe espanhola atinge Campo Grande

Relatório do intendente geral do município, Rosário Congro, de 3 de novembro de 1918, dá detalhes da passagem da gripe por Campo Grande:
Depois de haver semeado o luto e a dor na bela capital da República, em São Paulo e inúmeras cidades do território nacional, o morbo atingiu também o nosso Estado, onde, felizmente, se manifestou em caráter benigno, apesar de seu extraordinário poder de expansão.
Não logrou esta cidade passar indene, e a 3 de novembro do ano findo irrompia o mal em Campo Grande alcançando, em poucos dias, proporções assustadoras.

A falta de todos os recursos profiláticos e de isolamento, além de outros, converteram a cidade num vasto hospital, sendo de uma louvável dedicação, digna de todos os encômios, o ilustrado corpo clínico, em sua árdua tarefa.
"Na impossibilidade de organizar um serviço de hospitalização, pela falta de um edifício que reunisse as condições exigidas de higiene e conforto, resolvi organizar um serviço ambulatório, deficientíssimo ainda assi…

Eleição do primeiro prefeito

Emancipado em 26 de agosto de 1899, o município de Campo Grande elege seu primeiro intendente geral e a câmara de vereadores em pleito realizado em 2 de novembro de 1902. Vencem o pleito: intendente, Bernardo Franco Baís (foto), primeiro vice-intendente, Francisco Mestre e segundo vice, Antônio Francisco de Almeida. Para o conselho de vereadores foram eleitos Manoel Inácio de Souza (Manoel Taveira), João Antunes da Silva, José Viera Damas (Zeca Cassemiro), Jerônimo José Santana (Pepe) e cel. João Correa Leite.
Bernardo Franco Baís – segundo Demósthenes Martins - “italiano de nascimento e comerciante que, apesar de desfrutar do mais elevado apreço e mais amplas simpatias pelo seu trato ameno, cavalheiresco e discreto, mantendo-se acima das questiúnculas, dos mexericos e das disputas pequeninas tão comuns, até hoje, nos nossos acanhados aglomerados urbanos, declinou da investidura que a eleição lhe atribuíra, renunciando ao cargo”.
Em seu lugar assumiu o primeiro-vice-prefeito Francisco…

Inaugurado o matadouro municipal de Campo Grande

Conforme constata Edgard Zardo, era “preocupação da municipalidade a questão da carne, que provinha das reses abatidas nas chácaras e fazendas próximas e era transportada em carretas ou carroças abertas e sem condições higiênicas, vendida nas residências”. Com efeito, foi autorizada a construção do primeiro matadouro de Campo Grande, concessão dada a Nicola Verlangieri, inaugurado em 31 de outubro de 1912. Verlangieri fica pouco tempo à frente do mesmo, devolvendo-o à intendência, que passou a operá-lo sob a denominação de Matadouro Público Municipal, localizado nas proximidades da confluência do Prosa e o Segredo, onde passou a funcionar a sede central do Instituto Mirim, na avenida Fábio Elias Zahran (Via Morena).

FONTE: Edgard Zardo, De Prosa e Segredo Campo Grande Segue seu Curso, Funcesp/ Fundação Lions, Campo Grande, 1999, página 50.

Assassinato do Escaramuça

Vitima de emboscada, é assassinado em Campo Grande, em 29 de outubro de 1997, o radialista Edgar Lopes de Farias, 48 anos, conhecido como Escaramuça, nome de seus programas no rádio e na televisão. Os detalhes do delito estão num amplo relatório de Clarinha Glock para a SIP, Sociedade Interamericana de Imprensa, em 2000:
Como fazia sempre, Escaramuça havia saído de sua casa, no bairro São Francisco, em direção à Padaria Pão de Mel, localizada na Rua Amazonas esquina com a Rua Enoch Vieira de Almeida. Ali comprava os jornais do dia e tomava café. Falava com o proprietário do estabelecimento, Antônio Perciliano da Silva, e seguia para a Rádio Capital FM, a umas seis quadras adiante. À tarde, apresentava o programa Boca do Povo, de 40 minutos de duração, na televisão filiada à Rede Record.

Escaramuça e Perciliano se conheciam havia cerca de três anos, e tinham se aproximado pelo interesse comum, que era a política. Naquele dia, o radialista estava atrasado para o programa que começava às …