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José Antonio chega a Campo Grande

De Monte Alegre, Minas Gerais, com uma pequena caravana, chega a Campo Grande em 21 de junho de 1872, e acampa na cabeceira do Anhanduí, onde o tributário do rio Pardo é formado pelas águas dos atuais córregos Prosa e Segredo, o pioneiro José Antonio Pereira. 

Epaminondas Alves Pereira, neto do fundador da cidade resume o longo percurso de sua primeira viagem a Mato Grosso, desde o triângulo mineiro:

Em 4 de março de 1872, a pequena caravana partiu de Minas rumo a estas paragens, trilhando os caminhos deixados pelos nossos soldados que combateram os invasores do território brasileiro na Guerra do Paraguai.
A comitiva, após três meses de caminhada, chega a 21 de junho à confluência de dois córregos, mais tarde denominados Prosa e Segredo. José Antônio Pereira, com seus quase cinquenta anos de idade, alquebrado pela longa viagem, mas satisfeito com o panorama que a seus olhos se descortinava, deu por finda a excursão.


"Enquanto descansam, constroem um rancho coberto de folhas de buriti…
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O primeiro trem do Pantanal

O povoado de Campo Grande liga-se por ferrovia a Aquidauana, Miranda e Porto Esperança, em 28 de maio de 1914. O jornal O Estado de Mato Grosso, do ex-juiz Arlindo de Andrade Gomes, dá a alvissareira notícia:

O povo parecia haver cansado de esperá-lo todo mês, toda semana, todo dia.
Mas, afinal, chegou. Uma locomotiva já desceu a encosta e acordou os habitantes a silvar.


Outras tem vindo, alegremente, na faina cyclopica da grande obra nacional. Todo mundo alegrou-se neste bendito rincão brasileiro.


Aos operários cobertos de poeira, misturam-se os habitantes da cidade. São gregos, italianos, japoneses, portugueses e brasileiros de toda casta.


No local da futura estação, grupos de famílias, rapazes, velhos e crianças, irmanam-se como os homens que fazem o caminho do progresso.


Para Paulo Coelho Machado, aquele 28 de maio é “só comparável a outro dia de maio, sessenta e três anos depois, quando chegou pelo telefone a notícia de que fora decidida a criação do Estado de Mato Grosso do Sul, com a…

A comarca de Campo Grande

Criada pela lei n. 549, de 20 de junho de 1910, é oficialmente instalada em 12 de maio de 1911, a comarca de Campo Grande, fato marcado pela seguinte ata:

Aos doze dias do mês de Maio, de mil novecentos e onze no edifício da Intendência Geral do Município, às doze horas, presentes do Presidente da Câmara Municipal, Intendente Geral do Município, suplentes de Juiz de Direito do termo extinto de Paz em exercício, Delegado de Polícia, Comandante do Destacamento Federal e pessoas representativas das diversas classes do município, abaixo assinadas, tomou assento entre as autoridades presentes o Exmo. Sr. Dr. Arlindo de Andrade Gomes e declarou que, tendo sido removido da Comarca de Nioaque para esta recentemente criada pela Lei n. 549, de 20 de julho de 1910, e em virtude do Decreto n. 277, de 16 de março de 1911, declarava nesta audiência extraordinária instalada a Comarca de Campo Grande, transmitindo ao governo o seguinte telegrama e idêntico ao Presidente do Superior Tribunal:

Excelentís…

Nasce Hélio Baís Martins

Filho de Vespasiano Martins e Celina Baís Martins, nasce em Campo Grande, em 28 de abril de 1926, Hélio Bais Martins. Formado em Engenharia pela Escola Nacional de Engenharia, em 1951, tendo como companheiros de turma três conterrâneos: Euclides de Oliveira, Cristóvão de Albuquerque e Luís Lotufo. Iniciou suas atividades profissionais, trabalhando na CER-MT, Companhia de Estradas de Rodagem, como coordenador da rodovia São Paulo-Campo Grande. Na área pública, foi secretário de Obras de Campo Grande, na administração de Marcílio de Oliveira Lima, quando projetou o Mercado Municipal. Na iniciativa privada foi o construtor de inúmeras obras, sendo mais conhecidas o edifício Elisbério Barbosa, na avenida Afonso Pena, as obras do complexo do Hospital do Pênfigo e a agência central da Caixa Econômica Federal, na rua 13 de Maio.



FONTE: Ângelo Arruda, Pioneiros da Arquitetura e da Construção em Campo Grande, Uniderp, Campo Grande, 2002, página 195.

FOTO: extraída do livro Campo Grande Memórias …

Campo Grande doa áreas para ferrovia

Projeto do vereador Amando de Oliveira, aprovado pela Câmara Municipal em 23 de abril de 1912, autoriza o intendente municipal “a conceder à Companhia Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, sem qualquer ônus, os terrenos de que precisar para a construção da estação ferroviária da vila, bem como dos depósitos e armazéns necessários. Uma proposta que inclui uma preocupação com as novas necessidades geradas pela presença do trem de ferro, que é da circulação satisfatória de pessoas e de produtos em geral que passam então à esfera do transporte ferroviário, o mais ágil do momento e aquele capaz de unir tão grandes distâncias”.

Com a desativação da ferrovia as áreas foram devolvidas à prefeitura de Campo Grande.

FONTE: Cleonice Gardin, Campo Grande entre o sagrado e o peofano, Editora UFMS, Campo Grande, 1999, página 141.

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Nasce Arlindo de Andrade Gomes, primeiro juiz de direito de Campo Grande

Nasce em Timbaúba, estado de Pernambuco, em 16 de abril de 1884, Arlindo de Andrade Gomes. Filho de Manuel da Cunha Andrade Gomes e Maria Cavalcanti de Andrade, aprendeu a ler com a mãe em sua cidade natal. No Recife fez os preparatórios e ingressou na faculdade de direito. Para manter os estudos entrou no Diário de Pernambuco onde tornou-se comentarista político. Colou grau em ciências jurídicas em 5 de dezembro de 1907.

Imediatamente após a formatura decide mudar-se para Cuiabá, curiosamente, na primeira década do século passado, maior que São Paulo em número de habitantes: 35.987 contra 31.385 moradores. Na capital de Mato Grosso, Arlindo de Andrade lecionou Botânica no tradicional Liceu Cuiabano, tendo sido professor de Arnaldo Estevão de Figueredo, futuro prefeito de Campo Grande e governador do Estado.

Em 10 de junho de 1909 foi nomeado inspetor escolar de Cuiabá pelo presidente Pedro Celestino. Em outubro do mesmo ano é nomeado procurador fiscal da Delegacia do Tesouro Feder…

Inaugurado o jornal O Progresista, em Campo Grande

Órgão bi-semanal do Partido Progressista, passa a circular em Campo Grande, em 15 de abril de 1933, o jornal O Progessista, fundado pela cúpula partidária, Vespasiano Barbosa Martins, Arthur Jorge Mendes Sobrinho, Luiz da Costa Gomes, Arlindo de Andrade Gomes, Nicolau Fragelli, Dolor Ferreira de Andrade e os irmãos Victor e André Pace. Seu primeiro diretor foi Luiz da Costa Gomes.

Demósthenes Martins, que o dirigiu de 1938 a 1939, descreve-o:

Jornal do interior e, ademais, jornal de partido, em uma época de exacerbação política, era coisa difícil de conduzir, a começar pelo ônus de sua manutenção. Os correligionários consideravam-no seu, devendo ter suas publicações nele inseridas isentas de pagamento, bem como as assinaturas. Se o jornal era do partido, a que tudo davam, deviam merecer uma compensação - argumentavam. E o adversários julgavam-se até insultados pelo garoto, vendedor ambulante, quando lhe oferecia um jornal, repelindo-o sob ameaça de uns cascudos - É um desaforo, saia de…