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O primeiro morador

O primeiro morador de Campo Grande, que se tem notícia foi o fazendeiro Mota, mineiro, estabelecido a poucas léguas da atual zona urbana da cidade. Foi a única moradia encontrada pelo tenente Alfredo Taunay, entre a fazenda Correntes, da família Mascarenhas e povoação de Camapuã, em sua viagem de volta ao Rio de Janeiro, terminada a retirada da Laguna em junho de 1867. O registro está em seu dia diário em 20 de junho: "Tomando uma trilha à esquerda, dirigimo-nos à palhoça do Mota, situada légua e quarto do nosso ponto de partida. O caminho é nesta parte péssimo; profundos atoleiros dificultam muito o trânsito, aumentando-se cada vez mais os embaraços da passagem pela frequência de carros e tropas que demandavam as forças. Acha-se o rancho do Mota situado numa planície acidentada, que belos grupos de buritis tornam realmente encantadora. A umidade exsuda de todos os pontos e manifesta-se não só pela presença daquelas palmeiras como por um viçoso capão de pindaíbas . Aquele pobr...

O tesouro desenterrado

Esta região da fronteira Brasil-Paraguai foi sempre muito sensível às histórias de tesouros enterrados, sobretudo depois da guerra do Paraguai. A legenda é anterior ao conflito, mas as histórias passaram a povoar o imaginário popular com maior intensidade, ao final, com os rumores de pessoas que se mudaram às pressas e não podendo transportar suas fortunas em joias e metais preciosos, enterraram-nas para mantê-las seguras. A verdade é que muitos desses enterros foram abandonados por razões diversas. Muitos teriam sido encontrados por indicação em sonhos e alguns por acaso. O fato é que eles não eram apenas fruto da imaginação das pessoas. Existiram mesmo. Um desses foi encontrado nas proximidades de Campo Grande, em 1893 e chegou a ocupar pequeno espaço em jornal Gazeta de Notícias, do Rio de Janeiro em sua edição de 1° de junho  daquele ano: Não há informação de que alguém tenha aparecido para reclamar a preciosidade.