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O nascimento de Paulo Coelho Machado

Filho do advogado Eduardo Olímpio Machado e de Elvira Coelho Machado, nasce em São Paulo, em 16 de dezembro de 1917, Paulo  Coelho Machado. Alfabetizado em Campo Grande, estudou em São Paulo, no Colégio São Bento e formou-se em Direito pela Faculdade Fluminense do Rio de Janeiro. Em Campo Grande foi professor no Colégio Osvaldo Cruz e no Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, onde conheceu sua esposa, Zilá Correa Machado, com quem teve quatro filhos: Vera Maria, Maria Vilma, Eduardo e Marisa. Exerceu a advocacia em Campo Grande e no Rio de Janeiro e foi promotor e auditor substituto da justiça militar da 9a. Região Militar. Pecuarista, foi presidente da Acrisul, Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul, Sindicato Rural de Campo Grande e Associação Sul-Mato-Grossense de Criadores de Nalore. Filantropo, foi presidente da Cruz Vermelha Brasileira, em Campo Grande. Divisionista, foi subscritor do abaixo-assinado, encabeçado por Vaspasiano Barbosa Martins, defendendo a separação de...

A chegada do asfalto

Projetado desde 1927, na gestão do intendente Jonas Correa da Costa, é, finalmente iniciado a em 01 de dezembro de 1928, a pavimentação da principal rua de Campo Grande, a 14 de Julho, conforme relato de Paulo Coelho Machado: Com a presença do intendente Manoel Joaquim de Moraes, do engenheiro Sinésio Guimarães, representante da empreiteira e de convidados, foi iniciado o serviço no dia 1º de dezembro de 1928. Satisfeito, diz o intendente que ‘com a execução deste extraordinário melhoramento, que há longo tempo constituía uma das mais acariciadas aspirações do nosso povo, remove o último obstáculo que ainda entrava a marcha brilhante do seu desenvolvimento. Centro de uma atividade de trabalho intensa, procurada por forasteiros de todas as partes, a nossa cidade oferecia-nos um aspecto desolador pelo estado lastimável de suas ruas. Com as obras de calçamento, a se concluírem dentro de 3 anos, podemos falar com o mais justificado otimismo que o impulso que receberá o muni...

O distrito de Campo Grande

Lei provincial no 792, de 23 de novembro de 1889, do governador Cunha Matos, cria o distrito de paz Campo Grande: O coronel Ernesto Augusto da Cunha Mattos, presidente e comandante das armas da província de Mato Grosso. Faço saber a todos os seus habitantes que a assembleia legislativa provincial decretou e eu sancionei a lei seguinte: Artigo 1° - Fica elevado à categoria de freguesia o povoado de Campo Grande, no município de Miranda, sob a denominação de - Santo Antonio de Campo Grande. Artigo 2° - São seus limites, ao norte, o rio Aquidauana até a foz do ribeirão Pontinha e daí uma reta até a última cabeceira do rio Verde; ao Sul, o rio Paraná desde a foz do rio Verde ou Sucuriu até a foz do rio Ivinhema; ao nascente, o rio Verde abaixo até a sua foz no rio Paraná; ao poente, o riacho denominado Cachoeira grande até a sua última cabeceira no espigão mestre, que divide as águas do Paraná e Paraguai e daí espigão acima até ganhar a cabeceira do rio Vacaria e por este...

O primeiro prefeito

Emancipado em 26 de agosto de 1899, o município de Campo Grande elege em 2 de novembro de 1902, seu primeiro intendente geral (atual prefeito) e a câmara de vereadores. Vencem o pleito: intendente, Bernardo Franco Baís (foto), primeiro vice-intendente, Francisco Mestre e segundo vice, Antônio Francisco de Almeida. Para o conselho de vereadores foram eleitos Manoel Inácio de Souza (Manoel Taveira), João Antunes da Silva, José Viera Damas (Zeca Cassemiro), Jerônimo José Santana (Pepe) e cel. João Correa Leite. Bernardo Franco Baís – segundo Demósthenes Martins - “italiano de nascimento e comerciante que, apesar de desfrutar do mais elevado apreço e mais amplas simpatias pelo seu trato ameno, cavalheiresco e discreto, mantendo-se acima das questiúnculas, dos mexericos e das disputas pequeninas tão comuns, até hoje, nos nossos acanhados aglomerados urbanos, declinou da investidura que a eleição lhe atribuíra, renunciando ao cargo”. Em seu lugar assumiu o primeiro-vice-prefeito...

Inaugurado o matadouro público

Passa a funcionar o matadouro público de Campo Grande, em 31 de outubro de 1912. Conforme constata Edgard Zardo, era “preocupação da municipalidade a questão da carne, que provinha das reses abatidas nas chácaras e fazendas próximas e era transportada em carretas ou carroças abertas e sem condições higiênicas, vendida nas residências”. Com efeito, foi autorizada a construção do primeiro matadouro de Campo Grande, concessão dada a Nicola Verlangieri, inaugurado nessa data. Verlangieri fica pouco tempo à frente do mesmo, devolvendo-o à intendência, que passou a operá-lo sob a denominação de Matadouro Público Municipal, localizado nas proximidades da confluência do Prosa e o Segredo, onde passou a funcionar a sede central do Instituto Mirim, na avenida Via Morena. FONTE :  Edgard Zardo,  De Prosa e Segredo Campo Grande Segue seu Curso , Funcesp/ Fundação Lions, Campo Grande, 1999, página 50.

A morte do rei do rádio

Publicação no primeiro aniversário da morte do Escaramuça Vitima de emboscada, é assassinado em Campo Grande em 29 de outubro de 1997, o radialista Edgar Lopes de Farias, 48 anos, conhecido como Escaramuça, nome de seus programas no rádio e na televisão. Os detalhes do delito estão num amplo relatório de Clarinha Glock para a SIP, Sociedade Interamericana de Imprensa, em 2000:   Como fazia sempre, Escaramuça havia saído de sua casa, no bairro São Francisco, em direção à Padaria Pão de Mel, localizada na Rua Amazonas esquina com a Rua Enoch Vieira de Almeida. Ali comprava os jornais do dia e tomava café. Falava com o proprietário do estabelecimento, Antônio Perciliano da Silva, e seguia para a Rádio Capital FM, a umas seis quadras adiante. À tarde, apresentava o programa Boca do Povo, de 40 minutos de duração, na televisão filiada à Rede Record. Escaramuça e Perciliano se conheciam havia cerca de três anos, e tinham se aproximado pelo interesse comum, que era a política. Naque...

A missa do Papa

Prefeito Lúdio Coelho recebe a comunhão João Paulo II, em 17 de outubro de 1991, dia seguinte à sua chegada à capital do Estado, cumpre a parte mais importante de sua agenda: missa campal para milhares de fiéis, em área e altar preparados especialmente para o ato, nas proximidades do cemitério Santo Amaro. A base de sua homilia foi a fidelidade conjugal, tema adequado a Campo Grande, à época, considerada a capital com maior número de divórcios no Brasil: Não vos deixeis abalar pelo temor de que a fidelidade a esses princípios éticos vos coloquem em situação de desvantagem, num ambiente em que, não raro, a lei moral é desprezada e grassa a corrupção. Em sua intensa programação, o Papa esteve, antes da missa campal, visitando o sanatório São Julião e à tarde abençoou a catedral de Santo Antônio, permanecendo no local por cerca de uma hora, reunido com 450 leigos de todo o Brasil.   FONTE :  Diário da Serra, 18/10/1991 FOTO : Roberto Higa