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Nasce o professor Múcio Teixeira Júnior

Nasce em Porto Alegre, em 13 de fevereiro de 1892, Múcio Teixeira Júnior. Agrimensor pelo Colégio Militar do Rio, ferroviário, participou ativamente dalmplantação da estrada de ferro Noroeste, onde construiu “toda a área de Itapura, fiz o levantamento dos córregos e a medição do trecho compreendido entre Itapura e Rio Verde, hoje Água Clara”.   Em Campo Grande desde 1928, aqui exerceu várias atividades, destacando-se no magistério local, onde ingressara a convite de Jaime Vasconcelos, então Inspetor Federal de Ensino Secundário. Lecionou Desenho, Geografia e Matemática no Colégio Dom Bosco, passando em seguida a ocupar a cadeira de Matemática no Colégio Osvaldo Cruz, onde em 1935, assumiu a direção de seu internato. Participou ativamente da revolução de 32, havendo lutado “em Coxim, às margens do rio, combatendo as tropas do governo federal, que vinham de Cuiabá. Depois seguimos para São Paulo e lá enfrentamos os gaúchos. Foram tempos difíceis, que me deram ânimo para conti...

Nasce o jornal Correio do Estado em Campo Grande

A primeira edição circulou num domingo Circula em 7 de fevereiro de 1954,a primeira edição do jornal Correio do Estado, l ançado por um grupo de políticos ligados à UDN-União Democrática Nacional, adversária do PSD, que patrocinava "O Matogrossense". O jornal foi formalmente dirigido por algum tempo pelo advogado e deputado federal José Fragelli, passando dois anos depois para a direção e controle de seu primeiro redator, jornalista e professor J. Barbosa Rodrigues, egresso do Jornal do Comércio. Entre os fundadores do Correio do Estado, estão Vespasiano Barbosa Martins, Fernando Correa da Costa e José Moraes. Era governador de Mato Grosso, no ano de sua fundação, o ex-prefeito de Campo Grande Fernando Correa da Costa (UDN) e prefeito de Campo Grande Wilson Fadul (PTB). É o mais antigo diário de Mato Grosso do Sul em circulação contínua e um dos jornais mais modernos do Brasil. O seu aniversário em 2011 foi comemorado com "uma mudança radical no processo de...

Assassino de juiz morre em confronto com a polícia

O fazendeiro Antonio Malheiros, que em 1927, feriu mortalmente o juiz Barnabé Gondin, de Corumbá, é morto em combate com uma volante da polícia em 28 de janeiro de 1942, em sua propriedade no município de Bela Vista. A notícia foi dada na primeira página do jornal O Estado de Mato Grosso, em Cuiabá: A Delegacia Especial de Campo Grande enviou à Bela Vista, uma escolta, comandada pelo cabo Aleixo, para efetuar a prisão de Antonio Malheiros, assassino do saudoso  juiz Barnabé Gondin , em 1926 (?) em Corumbá, e protetor do grupo dos Baianinhos, auxiliando-os no bárbaro assassinato do ten. Rodrigues Peixoto. Às cinco horas da manhã de 28 do corrente a escolta defrontou-se com Malheiros, que resistiu à prisão, ferindo gravemente, com três tiros o cabo Aleixo e, levemente, com dois tiros, o soldado Feliciano, que também fazia parte da escolta. O terrível facínora foi, então, alvejado pela escolta e teve morte imediata, tendo aquela Delegacia tudo providenciado para que nada faltasse ...

Morre dona Senhorinha Barbosa

Faleceu em Bela Vista, em 26 de janeiro de 1913, dona Rafaela Senhorinha Maria da Conceição Barbosa Lopes, viúva de José Francisco Lopes, o Guia Lopes da Laguna. O ato, com referências à sua vida agitada, é revisto por seu contemporâneo Miguel Palermo: generosa e benfazeja gozava de sincera estima geral e terno amor de seus filhos e numerosa parentela.   Bondosa, meiga, carinhosa e hospitaleira, dona Senhorinha à primeira vista fazia nascer princípios de tão bela atração que não havia pessoa alguma por mais indiferente que fosse, que não saísse impressionado favoravelmente do seu trato.    Com lucidez sem igual, referia-se a quem lhe pedisse, os seus sacrifícios passados, consistentes na prisão de 18 de outubro 1849; na perda dos seus haveres naquela época; na sua segunda captura como prisioneira de Guerra de 1864-1870; na na perda de seu segundo marido e dos três filhos voluntários da Pátria, nas façanhas e    crueldades praticadas contra os bra...

Nasce Jânio Quadros

Filho do farmacêutico Gabriel Quadros (gerente da Farmácia Royal, de propriedade do médico Vespasiano Barbosa Martins), e de Leonor da Silva Quadros, nasce em Campo Grande, em 25 de janeiro de 1917 Jânio Quadros. Ainda na infância mudou-se da cidade. Formou-se em Direito pela Universidade de São Paulo, em 1939. Iniciou a carreira política em 1948, como vereador na capital paulista, pelo Partido Democrata Cristão. Em 1951 elege-se deputado estadual. Em março de 1953 vence a eleição para a prefeitura de São Paulo. Em 3 de outubro de 1954 é eleito governador paulista, na sucessão de Lucas Nogueira Garcez. Em 1959 elege-se deputado federal pelo Estado do Paraná. Em 3 de outubro de 1960 vence o general Teixeira Lott e sucede Juscelino Kubitschek na presidência da República, onde permanece apenas sete meses, renunciando, tendo como justificativa pressão de forças ocultas. Com direitos políticos suspensos pela ditadura militar, retornaria à vida pública em 1985, como prefeito de São...

Primeira reunião dos vereadores de Campo Grande

Eleito a 2 de novembro de 1902, após inexplicável recesso de dois anos, reune-se pela primeira vez em 23 de janeiro de 1905, o legislativo campograndense, tomando suas primeiras deliberações a saber: fixação do subsídio do intendente, computado em 84$000 (oitenta e quatro mil réis) por mês; criação dos cargos de secretário, procurador, porteiro, fiscal, aferidor e dois agentes fiscais e aprovação de lei orçamentária, calculando a receita municipal em 9:595$000 (nove contos, quinhentos e noventa e cinco mil réis). O vereador Jerônimo José de Santana foi o seu primeiro presidente. Ele mais João Correa Leite, Manoel Ignácio de Souza, João Antunes da Silva e José Vieira Damas compunham a primeira legislatura da Câmara Municipal de Campo Grande. Era prefeito do município Manoel Inácio de Souza, o Manoel Taveira. Durante o tempo em que a câmara municipal permaneceu inativa a prefeitura funcionou nas casas do intendentes (prefeito) eleitos, Francisco Mestre e Manoel Taveira e não ...

Aterrado o rego d'água de Campo Grande

Por ordem do prefeito Antonio Norberto de Almeida (Totinho), de 16 de janeiro de 1912, é interrompido o serviço rudimentar de distribuição de água da vila de Campo Grande, através de um rego d'água. O sistema, muito utilizado na zona rural, e implantado na cidade no início de sua povoação, captava água de uma pequena queda cachoeira no riacho Prosa, atualmente localizada acima da rua Ceará entre as avenidas Afonso Pena e Ricardo Brandão. Por gravidade a água era levada, seguindo o traçado na atual rua 15 de novembro, paralelo ao Prosa, até desaguar no Segredo, atendendo chácaras e o perímetro urbano, no seu trajeto. O serviço, único de extensão coletiva, chegou a ser regulamentado na reforma do código de posturas, em 1906, através de dois artigos: Art. 31 - Todos que quiserem servir da água canalizada pelo rego existente serão obrigados a fazer pequenos regos até suas casas, tendo o cuidado de fazer bicas e tapar por cima quando atravessarem ruas e praças. Art. 32 - Ninguém pod...