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Mostrando postagens de Outubro, 2017

Inaugurado o matadouro municipal de Campo Grande

Conforme constata Edgard Zardo, era “preocupação da municipalidade a questão da carne, que provinha das reses abatidas nas chácaras e fazendas próximas e era transportada em carretas ou carroças abertas e sem condições higiênicas, vendida nas residências”. Com efeito, foi autorizada a construção do primeiro matadouro de Campo Grande, concessão dada a Nicola Verlangieri, inaugurado em 31 de outubro de 1912. Verlangieri fica pouco tempo à frente do mesmo, devolvendo-o à intendência, que passou a operá-lo sob a denominação de Matadouro Público Municipal, localizado nas proximidades da confluência do Prosa e o Segredo, onde passou a funcionar a sede central do Instituto Mirim, na avenida Fábio Elias Zahran (Via Morena).

FONTE: Edgard Zardo, De Prosa e Segredo Campo Grande Segue seu Curso, Funcesp/ Fundação Lions, Campo Grande, 1999, página 50.

Assassinato do Escaramuça

Vitima de emboscada, é assassinado em Campo Grande, em 29 de outubro de 1997, o radialista Edgar Lopes de Farias, 48 anos, conhecido como Escaramuça, nome de seus programas no rádio e na televisão. Os detalhes do delito estão num amplo relatório de Clarinha Glock para a SIP, Sociedade Interamericana de Imprensa, em 2000:
Como fazia sempre, Escaramuça havia saído de sua casa, no bairro São Francisco, em direção à Padaria Pão de Mel, localizada na Rua Amazonas esquina com a Rua Enoch Vieira de Almeida. Ali comprava os jornais do dia e tomava café. Falava com o proprietário do estabelecimento, Antônio Perciliano da Silva, e seguia para a Rádio Capital FM, a umas seis quadras adiante. À tarde, apresentava o programa Boca do Povo, de 40 minutos de duração, na televisão filiada à Rede Record.

Escaramuça e Perciliano se conheciam havia cerca de três anos, e tinham se aproximado pelo interesse comum, que era a política. Naquele dia, o radialista estava atrasado para o programa que começava às …

Morre frei Gregório de Protásio Alves

Nascido David Bonato em 1915, na cidade gaúcha cujo nome adotaria no sacerdócio, morre em Campo Grande, em 28 de outubro de 2008, vítima de complicações cardíacas, frei Gregório. Aos 12 anos ingressa no seminário de Veranópolis. Em 1934, aos 19 anos, professa os votos da Ordem Franciscana, escolhendo o seu novo nome. Em 28 de março de 1937 recebe a ordenação sacerdotal no Convento de Marau, em Garibaldi (RS). 
Em 1956, após passar por diversas paróquias no Rio Grande do Sul e interior de São Paulo, muda-se para o Sul de Mato Grosso. No ano seguinte, assume a paróquia de Nossa Senhora Aparecida em Maracaju, onde permaneceu por três anos, quando foi designado para a função de Superior da Ordem dos Capuchinhos em Campo Grande. 
A 13 de maio de 1962, finca o cruzeiro e lança a pedra fundamental da igreja de Fátima, no Monte Líbano, que viria a ser sua obra mais relevante. O templo da igreja matriz de Nossa Senhora de Fátima foi solenemente inaugurado a 13 de maio de 1974.
Músico, poeta e…

Morre no Rio, a primeira locutora de Campo Grande

Aos 86 anos, falece no Rio de Janeiro em 24 de outubro de 2004, Japira Alves do Vale. Filha de João Alves Pereira e Senhorinha Alves do Vale. Professora formada pela Escola Normal Joaquim Murtinho em 1939, foi bibliotecária municipal,funcionária do cartório Santos Pereira, tendo se destacado como apresentadora de programas na primeira emissora de Campo Grande, a Rádio Difusora, PRI-7:
"A presença de Japira Alves do Vale marcou um período de bons programas radiofônicos, escrevendo textos para veiculação de propaganda comercial e crônicas, que se tornaram célebres ao longo dos anos. Como locutora apresentava o programa 'Hora da amizade', em que os ouvintes solicitavam determinadas músicas para oferecerem a parentes e amigos. Essas músicas se faziam acompanhar pela voz de Japira em crônicas sentimentais, bem escritas e apresentadas".


FONTE: Maria Garcia, Jupira Alves do Vale, a primeira radialista de Campo Grande, in Campo Grande: Personalidades Históricas, Fundação de C…

Papa celebra missa campal em Campo Grande

Em 17 de outubro de 1991, João Paulo II, no dia seguinte à sua chegada a Campo Grande, cumpre a parte mais importante de sua agenda na capital: missa campal para milhares de fiéis, em área e altar preparados especialmente para o ato, nas proximidades do cemitério Santo Amaro. A base de sua homilia foi a fidelidade conjugal, tema adequado a Campo Grande, à época, considerada a capital com maior número de divórcios no Brasil:
Não vos deixeis abalar pelo temor de que a fidelidade a esses princípios éticos vos coloquem em situação de desvantagem, num ambiente em que, não raro, a lei moral é desprezada e grassa a corrupção.
Em sua intensa programação, o Papa esteve, antes da missa campal, visitando o sanatório São Julião e à tarde abençoou a catedral de Santo Antônio, permanecendo no local por cerca de uma hora, reunido com 450 leigos de todo o Brasil.


FONTE: Diário da Serra, 18/10/1991

FOTO: Roberto Higa

Campo Grande recebe João Paulo II

Em sua primeira visita ao Brasil, João Paulo II incluiu a capital de Mato Grosso do Sul em seu roteiro. O papa desembarcou as 19,28 h de 16 de outubro de 1991 na Base Aérea, seguindo de papamóvel até a missão salesiana. Mais de 100 pessoas aplaudiram o chefe da igreja católica em sua chegada. Foi recebido pelo governador Pedro Pedrossian e pelo prefeito Lúdio Coelho. Permaneceu poucos minutos na pista do aeroporto, tempo suficiente para dar bênção à imagem de Nossa Senhora de Loreto, padroeira da aviação.
Sua passagem pelo centro da cidade é acompanhada, com detalhes, pela imprensa:
A precária iluminação de avenida Afonso Pena, centro de Campo Grande, não impediu que milhares de pessoas saudassem a passagem do Papa João Paulo II a partir das 19h40 min de ontem. Famílias inteiras se colocaram ao longo da avenida com cadeiras, bancos, toalhas, lanches e sucos, algumas desde as 15h30min, transformando os canteiros em espaços de pique-nique. Apesar da grande emoção que tomou conta dos cat…

Inauguração oficial da estrada de ferro Noroeste do Brasil

Tido como um dos fatos mais importantes da história de Mato Grosso, no que toca ao seu desenvolvimento econômico, sobretudo nesta região que em 1977 passaria a constituir o território de Mato Grosso do Sul, é, oficialmente entregue em 14 de outubro de 1914, a Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, cujos trilhos foram ligados a 31 de agosto, completando a obra, com o encontro das duas frentes de trabalho, de Itapura e Porto Esperança. 
O trem inaugural chegou a Campo Grande por volta das 10 horas:
A fim de recepcionar a comitiva oficial que precedia à solenidade inaugural, o intendente municipal, sr. José Santiago, foi a Rio Pardo, acompanhado dos srs. dr. Silva Coelho, juiz de direito, José Paes de Faria, Pedro Romualdo e Miguel Garcia. Aquela ilustre comitiva compunha-se do dr. Carlos Euler, representante do sr. ministro da Viação, coronel José Beviláqua, representando o ministro da Guerra, senador Antônio Azeredo, general Caetano Albuquerque, deputado A. de Mavignier, drs. Firmo Dutra…