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Mostrando postagens de Agosto, 2017

Ex-prefeito de Campo Grande morre em São Paulo

Aos 90 anos, falece em São Paulo, em 20 de agosto de 1975, Arlindo de Andrade Gomes, o primeiro juiz de Direito de Campo Grande. Pernambucano, mudou para essa cidade em 1911, para instalar a comarca local. Renunciou 50 dias depois de assumir e dedicou-se à advocacia, ao jornalismo e à política. Fundou em 1913, o primeiro jornal impresso de Campo Grande, “O Estado de Mato Grosso” e chegou prefeitura municipal, exercendo o mandato entre 1921 e 1923. Na revolução do 32 foi membro do governo de Vespasiano Martins, instalado em Campo Grande, como secretário-geral.

Como prefeito de Campo Grande dedicou-se à arborização da cidade, com a plantação de ficus nas avenidas Mato Grosso e Afonso Pena e dos históricos pés de jequitibás na atual praça dr. Ari Coelho. Foi autor do código de posturas do município, conhecido como código do doutor Arlindo e, no seu mandato foi inaugurada a hidrelétrica do Ceroula que, por muitos anos, atendeu a cidade. 



FONTE: Paulo Coelho Machado, Arlindo de Andrade o pri…

Morre em Campo Grande fundador do CIMI

Morreu em Campo Grande, em 18 de agosto de 2014, o padre salesiano Mário Panziera, que estava internado há cerca de duas semanas no Hospital da Unimed (antigo Miguel Couto), na Capital. De acordo com o laudo médico, a causa da morte foi falência múltipla dos órgãos. Ele foi um dos fundadores do Cimi (Conselho Indigenista Missionário), pároco da São José e ajudou a criar 16 novas comunidades católicas na Capital.
Padre Mário nasceu em 7 de janeiro de 1927 em Selva del Montello, na Itália. Ele chegou ao Brasil em 1947, aos 20 anos de idade. Foi ordenado sacerdote aos 26 anos na Paróquia Sagrado Coração de Jesus, em São Paulo (SP), pelo bispo salesiano Dom João Rezende Costa. O lema escolhido para ilustrar a sua vocação foi “conservai a unidade do espírito no vínculo da paz” (Ef: 4,3).
Depois de ordenado, atuou nas aldeias São José de Sangradouro, Sagrado Coração de Meruri Marcos, com as etnias Bororo e Xavante, no Mato Grosso. Em 1972, ajudou a fundar o Conselho Indigenista Missionário…

José Antonio Pereira chega de mudança em Campo Grande

Em 14 de agosto de 1875, à frente de uma comitiva de 65 pessoas, incluindo praticamente toda sua família, em doze carros mineiros, animais de montaria e de carga e um lote de gado de cria, o mineiro José Antônio Pereira chega a Campo Grande para tomar posse definitiva de seu sítio na confluência dos atuais córregos Prosa e Segredo, atual horto florestal.

De Monte Alegre a Paranaíba, passando por Camapuã este foi o caminho percorrido pelo sertanista, com cerca de 140 léguas e em quase quatro meses de viagem.

Em sua primeira viagem a Campo Grande, José Antonio Pereira chegou ao lugar em 21 de junho de 1872. 






FONTE: Eurípedes Barsanulpho Pereira, História da fundação de Campo Grande, edição do autor, Campo Grande, 2001, página 63.

Rondon em Campo Grande

Em sua viagem de exploração ao Sul de Mato Grosso, Rondon e sua comitiva “depois de passar na fazenda Lajeado, de propriedade da viúva Pereira, tia de Inocência, a doce protagonista do romance de Taunay”, chegam em 8 de agosto de 1905 a Campo Grande, vila a qual dedica algumas linhas em seu diário:

“Hospedou-nos o Tte. Gomes, sub-delegado e comandante do destacamento policial. Recebemos manifestações de agrado, com banda de música e foguetório. Com sua polícia bem vestida, limpa e disciplinada, mantinha o Tte. Gomes perfeita ordem na povoação, sobretudo depois que obrigou o famigerado Sebastião Lima a se render, depondo armas e dissolvendo a sua turma de assassinos. Bela fotografia tiramos – o povo saindo da igreja. Eram duas promissoras cidades do sul de Mato Grosso – Campo Grande e Aquidauana. Muito feliz me senti por verificar a marcha do povoamento e do progresso desta zona do meu Estado”. 

FONTE: Esther de Viveiros, Rondon conta sua vida, Cooperativa Cultural dos Esperantistas, Rio…

Aterrado o rego d'água que abastecia Campo Grande

Por ordem do prefeito Antonio Norberto de Almeida (Totinho) é interrompido em 12 de janeiro de 1912, o serviço rudimentar de distribuição de água da vila de Campo Grande, através de um rego d'água. O sistema, muito utilizado na zona rural, e implantado na cidade no início de sua povoação, captava água de uma pequena queda cachoeira no riacho Prosa, atualmente localizada acima da rua Ceará entre as avenidas Afonso Pena e Ricardo Brandão. Por gravidade a água era levada, seguindo o traçado na atual rua 15 de novembro, paralelo ao Prosa, até desaguar no Segredo, atendendo chácaras e o perímetro urbano, no seu trajeto.
O serviço, único de extensão coletiva, chegou a ser regulamentado na reforma do código de posturas, em 1906, através de dois artigos:
Art. 31 - Todos que quiserem servir da água canalizada pelo rego existente serão obrigados a fazer pequenos regos até suas casas, tendo o cuidado de fazer bicas e tapar por cima quando atravessarem ruas e praças.
Art. 32 - Ninguém poderá pro…

Presidente Getúlio Vargas em Campo Grande

Em seu programa de viagem ao Estado, depois de estada em Corumbá e agenda em Assunção com o governo paraguaio, o presidente Getúlio Vargas chega a Campo Grande em 4 de agosto de 1941. O Jornal do Brasil (RJ), com notícias da Agência Nacional, deu cobertura à visita do chefe da Nação à cidade morena, iniciando com o seu desembarque no aeroporto militar da cidade:
Em Campo Grande, sede da 9a. Região Militar, chefiada pelo general Pinto Guedes, encontram-se aquartelados o 18° batalhão de Caçadores, a 2a. Companhia Independente de Transmissões e o 2° esquadrão de um Grupo de Dorso. O Presidente Getúlio Vargas, à sua chegada, passou em revista aquelas unidades, recebendo as continências de estilo. O interventor Júlio Müller e o general Pinto Guedes receberam o chefe do governo, em companhia de outras autyoridades.
Do aeródromo rumou o presidente para a cidade, onde a população o aguardava para homenageá-lo. As ruas estavam embandeiradas, e, ao passar o carro presidencial, milhares de escolar…

Artista de Campo Grande faz sucesso no teatro do Rio

Sob o título “Uma campograndense brilhando nos palcos cariocas” e ainda grafando o seu nome de batismo, o Jornal do Comércio de Campo Grande, de 3 de agosto de 1953, dá uma das primeiras notícias sobre a ascensão artística da saudosa Glauce Rocha:

Há seis meses consecutivos que o Teatro Rival, do Rio de Janeiro, vem levando com extraordinário sucesso a peça teatral Dona Xepa, estrelada pela veterana e consagrada Alda Garrido.

E dentre os que se destacam na representação da maravilhosa peça de Pedro Block, já levada em cena cerca de 300 vezes, figura com justiça a simpática jovem Gláucia Rocha, filha da viúva Edelweis Ilgenfritz da Rocha, cujo desempenho artístico é realmente notável, como tivemos recentemente oportunidade de presenciar e aplaudir.


À Gláucia pois, nossas calorosas felicitações.


Glauce Rocha, falecida prematuramente aos 40 anos, em 1971, foi uma das maiores artistas do teatro, do cinema e da televisão brasileira. Conheça um pouco mais do seu talento. Veja o vídeo https://ww…