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Ex-prefeito de Campo Grande morre em São Paulo


Arlindo de Andrade, octogenário, em sua residência em São Paulo

Aos 90 anos, falece em São Paulo, em 20 de agosto de 1975, Arlindo de Andrade Gomes, o primeiro juiz de Direito de Campo Grande. Pernambucano, mudou para essa cidade em 1911, para instalar a comarca local. Renunciou 50 dias depois de assumir e dedicou-se à advocacia, ao jornalismo e à política. Fundou em 1913, o primeiro jornal impresso de Campo Grande, “O Estado de Mato Grosso” e chegou prefeitura municipal, exercendo o mandato entre 1921 e 1923. Na revolução do 32 foi membro do governo de Vespasiano Martins, instalado em Campo Grande, como secretário-geral.

Como prefeito de Campo Grande dedicou-se à arborização da cidade, com a plantação de ficus nas avenidas Mato Grosso e Afonso Pena e dos históricos pés de jequitibás na atual praça dr. Ari Coelho. Foi autor do código de posturas do município, conhecido como código do doutor Arlindo e, no seu mandato foi inaugurada a hidrelétrica do Ceroula que, por muitos anos, atendeu a cidade. 



FONTE: Paulo Coelho Machado, Arlindo de Andrade o primeiro juiz de direito de Campo Grande, Tribunal de Justiça, Campo Grande, 1988, página 54. (foto reproduzida do mesmo livro).

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episódio que apareceu com destaque no primeiro jornal impresso da cidade, O Estado de Mato Grosso, do advogado Arlindo de Andrade Gomes, é sintetizado por Rosário Congro, intendente geral do município:

A noite de 13 de agosto de 1913 ficou tristemente gravada nos anais da cidade, com a verificação de um gravíssimo conflito provocado pela própria polícia, quando se realizava uma função no circo João Gomes e do qual saíram mortos o importante e acatado negociante da praça José Alves de Mendonça e o vereador municipal Germano Pereira da Silva e duas praças do destacamento policial, além de muitos feridos, entre eles Gil de Vasconcelos, Fernando Pedroso do Vale, Adelino Pedroso, Benedito de Oliveira, João de Souza, Carlos Anconi e três praças.


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