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Rondon em Campo Grande


Rua 7 de Setembro, em Campo Grande, no início do século passado


Em sua viagem de exploração ao Sul de Mato Grosso, Rondon e sua comitiva “depois de passar na fazenda Lajeado, de propriedade da viúva Pereira, tia de Inocência, a doce protagonista do romance de Taunay”, chegam em 8 de agosto de 1905 a Campo Grande, vila a qual dedica algumas linhas em seu diário:

“Hospedou-nos o Tte. Gomes, sub-delegado e comandante do destacamento policial. Recebemos manifestações de agrado, com banda de música e foguetório. Com sua polícia bem vestida, limpa e disciplinada, mantinha o Tte. Gomes perfeita ordem na povoação, sobretudo depois que obrigou o famigerado Sebastião Lima a se render, depondo armas e dissolvendo a sua turma de assassinos. Bela fotografia tiramos – o povo saindo da igreja. Eram duas promissoras cidades do sul de Mato Grosso – Campo Grande e Aquidauana. Muito feliz me senti por verificar a marcha do povoamento e do progresso desta zona do meu Estado”. 


FONTE: Esther de Viveiros, Rondon conta sua vida, Cooperativa Cultural dos Esperantistas, Rio, 1969. Página 196.





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episódio que apareceu com destaque no primeiro jornal impresso da cidade, O Estado de Mato Grosso, do advogado Arlindo de Andrade Gomes, é sintetizado por Rosário Congro, intendente geral do município:

A noite de 13 de agosto de 1913 ficou tristemente gravada nos anais da cidade, com a verificação de um gravíssimo conflito provocado pela própria polícia, quando se realizava uma função no circo João Gomes e do qual saíram mortos o importante e acatado negociante da praça José Alves de Mendonça e o vereador municipal Germano Pereira da Silva e duas praças do destacamento policial, além de muitos feridos, entre eles Gil de Vasconcelos, Fernando Pedroso do Vale, Adelino Pedroso, Benedito de Oliveira, João de Souza, Carlos Anconi e três praças.


No dia seguinte o povo, armado, sob uma indignação geral, ouvindo-se imprec…

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